- Nascimento
- 27 de setembro de 1696
Marianella, Reino de Nápoles - Falecimento
- 1 de agosto de 1787
Pagani, Reino de Nápoles - Congregação
- Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.)
- Título eclesiástico
- Doutor Zelantíssimo (Doctor Zelantissimus)
- Bispo de
- Sant'Agata de' Goti (1762–1775)
- Beatificado
- 1816 por Pio VII
- Canonizado
- 1839 por Gregório XVI
- Festa litúrgica
- 1 de agosto
- Padroeiro de
- Moralistas · Confessores
Artríticos · Nápoles
Santo Afonso Maria de Ligório
Biografia
Afonso Maria de Ligório nasceu em 27 de setembro de 1696 em Marianella, próximo a Nápoles, no seio de uma família nobre napolitana. Prodígio intelectual, graduou-se em Direito Civil e Canônico aos dezesseis anos — a mais jovem idade permitida pelas normas da Universidade de Nápoles — e exerceu por alguns anos a advocacia com grande brilho. Uma derrota inesperada num processo judicial, causada por um erro seu, abalou profundamente sua visão do mundo e o impeliu a abandonar a carreira jurídica. Ordenou-se sacerdote em 1726, aos trinta anos.
Logo se dedicou à evangelização dos mais pobres e abandonados, especialmente os camponeses da região de Nápoles, num apostolado missionário ardente que inspiraria a fundação, em 1732, da Congregação do Santíssimo Redentor — os Redentoristas —, voltada precisamente para a pregação às almas mais desamparadas. A Congregação enfrentou dificuldades enormes em seus primeiros anos, e Afonso precisou de toda a sua tenacidade para mantê-la viva.
Em 1762, aos sessenta e seis anos, foi nomeado Bispo de Sant'Agata de' Goti contra sua vontade explícita, cargo do qual pediu dispensa treze anos depois em razão da saúde precária. Seus últimos anos foram marcados por sofrimentos físicos intensos — artrite severa que lhe curvava permanentemente a cabeça —, por crises espirituais de escrupulosidade e pela dolorosa exclusão temporária de sua própria Congregação por razões políticas. Faleceu em 1 de agosto de 1787, com noventa anos.
Afonso foi um dos escritores religiosos mais prolíficos da história: sua Teologia Moral, em nove volumes, reformou o pensamento moral católico ao distanciar-se do rigorismo jansenista e propor o equiprobabilismo — uma abordagem de misericórdia pastoral que influenciou profundamente a prática confessional da Igreja. Escreveu também obras ascéticas de enorme difusão popular, como A Prática do Amor a Jesus Cristo e As Glórias de Maria. Proclamado Doutor da Igreja em 1871 por Pio IX, é padroeiro dos moralistas e confessores.
"Quem ama Jesus Cristo não pode deixar de amar a cruz; porque Jesus Cristo passou toda a sua vida entre as dores e os sofrimentos." — Santo Afonso Maria de Ligório, A Prática do Amor a Jesus Cristo