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Α Ω
Retrato de Santo Agostinho — Philippe de Champaigne, século XVII
Santo Agostinho · 354–430
Philippe de Champaigne, séc. XVII · Domínio público
Nascimento
13 de novembro de 354
Tagaste, Numídia (atual Argélia)
Falecimento
28 de agosto de 430
Hipona, Numídia (atual Argélia)
Ordem
Ordem de Santo Agostinho (O.S.A.)
Título eclesiástico
Doutor da Graça (Doctor Gratiae)
Bispo de
Hipona (396–430)
Festa litúrgica
28 de agosto
Padroeiro de
Teólogos · Impressores
Diocese de Coimbra

Santo Agostinho de Hipona

Doutor da Graça da Igreja Católica

Aurélio Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354 em Tagaste, na Numídia romana (atual Argélia), filho de Patrício, pagão, e de Mônica, cristã fervorosa que mais tarde seria canonizada. Dotado de extraordinária inteligência, estudou retórica em Cartago, onde levou por anos uma vida mundana, tendo um filho, Adeodato, com uma mulher com quem viveu por mais de uma década. Nesse período, aderiu ao maniqueísmo em busca de respostas que sua inquietação espiritual não encontrava.

Após um período de docência em Roma e Milão, o encontro com o Bispo Ambrósio e a leitura das Enéadas de Plotino transformaram seu pensamento. Em 386, numa famosa cena narrada nas Confissões, Agostinho ouviu uma voz infantil no jardim que repetia "tolle, lege" (toma e lê). Abriu a carta de Paulo aos Romanos e ali encontrou a conversão que tanto adiara. Foi batizado por Ambrósio em 387, na Vigília Pascal.

De volta à África, fundou uma comunidade monástica e, em 391, foi ordenado sacerdote em Hipona quase contra sua vontade. Tornou-se bispo em 396, cargo que exerceu até sua morte. Nos 34 anos de episcopado, produziu uma obra vastíssima — mais de cinco milhões de palavras preservadas — combatendo o maniqueísmo, o donatismo e o pelagianismo, enquanto forjava a síntese teológica que definiria o pensamento cristão ocidental por séculos.

Faleceu em 28 de agosto de 430, enquanto os vândalos sitiavam Hipona. Seus escritos, em particular as Confissões e A Cidade de Deus, permanecem entre as obras mais influentes da história do pensamento humano. É venerado como Doutor da Graça por seu combate ao pelagianismo e sua teologia da graça divina.

"Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti." Confissões, Livro I, Cap. 1
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